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Marraquexe, o caos controlado! - Parte II

por Os bloggers, em 05.05.17

Nesta segunda parte da aventura marroquina, além dos pontos turísticos vou também sugerir alguns restaurantes onde se come muito bem e que durante a refeição podemos assistir a espectáculos de dança e música locais.

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- La Menara

Também chamados de Jardins da Menara, são os jardins mais conhecidos de Marraquexe. O nome Menara vem do pavilhão com telhado verde que existe junto ao enorme tanque que armazena a água para regar o jardim, o olival e os pomares que ali existem. Este pavilhão foi construído no século XVI pela dinastia saadiana e renovado em 1869 pelo sultão Abd-el-Rhaman, que ali costumava ficar no verão. Segundo a lenda, o pavilhão servia também para encontros amorosos do sultão com as suas amantes, quando se fartava delas, atirava-as ao lago e elas transformavam-se em carpas.

A água do lago vem da Cordilheira do Atlas através de condutas. Na altura da visita o lago estava vazio para limpeza o que tirou grande parte da beleza ao local.

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- Túmulos Saadianos

Este complexo tumular data do tempo do grande sultão Ahmad al-Mansur Saadi (1578-1603) mas só foi descoberto em 1917. O mausoléu compreende os cadáveres de cerca de 60 membros da Dinastia Saadi distribuídos por 3 salas, sendo que a mais famosa é a sala das 12 colunas. Os túmulos são feitos de mármore italiano de Carrara. No exterior estão os túmulos dos guardas e um pequeno jardim.

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- As portas da Medina

São cerca de 20 portas que rompem as muralhas da Medina. A mais conhecida e mais bonita é a porta Bab Agnaou. Esta porta foi o segundo edifício em pedra da cidade (o primeiro foi o minarete da Koutoubia) e dava acesso ao palácio real e zona envolvente.

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- Palácio Bahia

É uma das obras arquitetónicas mais importantes de Marrakech, demorou cerca de 10 anos a construir, estende-se por 8 hectares e tem 150 quartos unidos por jardins e terraços. Todos os quartos têm belíssimos tectos trabalhados. Hoje em dia são apenas salas vazias onde se podem apreciar os azulejos coloridos e os tectos. 

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No que respeita à gastronomia, vou enumerar os restaurantes onde comi e que recomendo a visita, tanto pela experiência como pela comida que era deliciosa.

Uma coisa que eu não sabia sobre Marrocos, eles têm a melhor melancia do Mundo! Nunca tinha comido melancia tão boa em lado nenhum!!

 

- Restaurante Palais Chahramane

No restaurante somos recebidos por um grupo de músicas marroquinas, algo muito diferente do que estamos habituados por cá. Já na sala, havia mais um músico que tocou durante a refeição. Quando à comida, não consigo dizer muito bem o que comi, mas tenho a certeza que comi cuscuz, frango, borrego e legumes, tudo muito bem condimentado e elaborado nas tajines.

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- Restaurante Palais Arabe

Este restaurante tem uma pequena fonte aromatizada com pétalas de rosa e a refeição também é acompanhada por músicas e danças. Vale a pena por toda a experiência, pela decoração e pela comida igualmente deliciosa.

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- Restaurante Chez Ali

Fica fora da cidade mas vale mesmo a pena a visita. Além de restaurante é toda uma experiência completamente diferente!

Somos recebidos com cenários das mil e uma noites, no caminho para as tendas onde é servida a refeição passamos por vários grupos etnográficos que representam os vários tipos de música, danças e cantares de Marrocos, durante a refeição cada um desses grupos faz uma apresentação individual e no final existe um espectáculo com com música berbere, cavaleiros, tapete mágico e danças árabes.

E o mais importante, a comida também é deliciosa.

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Como era um país com costumes muito diferentes dos nossos e estávamos em pleno Ramadão, estava um pouco receoso, principalmente porque queria fotografar e nas pesquisas que fiz haviam muitos relatos de "problemas", com pessoas que não queriam ser fotografadas ou não deixavam fotografar as suas bancas. Confrontei-me com essa limitação mas com alguns trocos tudo se resolvia. Apesar de toda a confusão que existe no Souk, nunca me senti inseguro ou em situação de risco, eventualmente na praça Jemaa El Fna é que podem haver alguns carteiristas.

Foi sem dúvida uma experiência diferente de todas as que tinha tido em viagem mas fiquei com muita vontade de voltar, não só a Marraquexe mas conhecer o resto do país e o deserto. Deixo mais algumas fotos das ruas e uma foto aérea só para terem noção que Marrocos não é só deserto.

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Bons passeios!

 

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publicado às 10:00

Marraquexe, o caos controlado! - Parte I

por Os bloggers, em 04.05.17

Foi nos feriados de Junho de 2016 que tive a oportunidade de fazer uma escapadinha de 2 dias à misteriosa e labiríntica cidade de Marraquexe em Marrocos. Desta vez a XX não pôde ir, por isso, além das fotos também tive de tomar notas sobre todos os locais que visitei, tarefa algo complicada numa cidade com um ritmo alucinante!  

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Marrakech (Marraquexe) situa-se no sopé Norte da Cordilheira do Alto Atlas, sendo possível vislumbrá-lo ao longe. A moeda local é o Dirham marroquino mas o Euro também é aceite em alguns locais. Os hoteis costumam trocar Euro por Dirham à taxa de câmbio corrente mas também existem caixas ATM para levantar. Em média 1€ equivale a 10 Dirham.

 

É conhecida principalmente pela Mesquisa Koutoubia, pela Praça Jemaa El Fna repleta de vida com os encantadores de serpentes, faquires, engolidores de espadas, curandeiros, músicos, dançarinos, contadores de histórias e pelo seu enorme Mercado (Souk) composto por 18 "mini-mercados" (Souks) especializados e ligados por ruas labirínticas. Nas ruas estreitas dos Souks circulam bicicletas, motas e pessoas com carros de mão por isso temos que estar sempre atentos para não sermos atropelados, já nas ruas e avenidas, atravessar na passadeira é uma verdadeira aventura, ninguém respeita a passadeira e temos mesmo que nos "atirar" para a frente dos carros para que parem!

No meio desta confusão, toda a gente se entende e como os locais dizem, Marraquexe é um caos controlado!

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A TAP tem um vôo diário directo de Lisboa para Marraquexe, marcando com antecedência conseguem-se bons preços. O hotel escolhido foi o Hotel Atlas Asni, fica muito próximo do centro, cerca de 10 minutos a pé num trajecto seguro e com alguns pontos de paragem obrigatória.

 

Em 2 dias não é possível visitar tudo mas é possível visitar os principais pontos turísticos e sentir o ritmo frenético da cidade, o suficiente para nos fazer querer repetir a experiência. Os pontos turísticos estão descritos pela ordem que os visitei.

 

- Parque Lalla Hasna

Foi dos primeiros pontos de visita porque fica no trajecto entre o hotel e praça Jemaa El Fna. É um enorme jardim com fontes e muitas palmeiras, um verdadeiro oásis para fugir do calor abrasador da cidade e sempre com a Mesquita Koutoubia como pano de fundo. Aqui pude também encontrar os aguadeiros com as suas vestes coloridas.

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- Mesquita Koutoubia

É sem dúvida a imagem de marca de Marraquexe, sendo o monumento mais conhecido da cidade e provavelmente o mais fotografado. Com 69 metros de altura é o edifício mais alto de Marraquexe e é proibido construir qualquer edifício mais alto. Foi construída no Séc. XII e serviu de modelo para a torre La Giralda de Sevilha e para a Torre Hasan em Rabat. 

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- Mercado de Marraquexe

Como já foi referido em cima, o Souk divide-se em 18 "mini-souks", cada um com a sua actividade. O Souk é um autêntico labirinto de ruas estreitas e muito semelhantes, no caso de se perder, basta pedir a alguém para nos ajudar a sair. A parte mais gira destes mercados é sem dúvida comprar tapetes, em algumas lojas quando damos conta já estamos sentados a beber um chá de menta e a regatear o preço de um monte de tapetes espalhado no chão. Neste caso convém já vir com alguns Dirham no bolso para ir distribuindo, seja para tirar fotos ou mesmo para o caso de pedir ajuda para sair dali.

Existem também as chamadas Pharmácias onde nos fazem uma apresentação de vários produtos, desde cosméticos, especiarias, "medicamentos" ancestrais como o viagra berbere, chás, etc. No final podemos comprar os produtos quase em jeito de leilão e ainda usufruir de uma massagem.

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- Café des Épices

Um café de paragem obrigatória para um café, um chá ou uma refeição ligeira, situa-se numa praça que durante o dia se enche de cor com o colorido das especiarias e com as artesãs dos barretes de lã.

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Praça Jemaa El Fna

Já na Praça Jemaa El Fna, foi possível ver os macacos que estavam sempre prontos para nos saltarem para cima da cabeça para uma foto,  sentir os cheiros que pairam no ar e ouvir os ritmos dos encantadores de serpentes. Mais uma vez convém ter alguns trocos no bolso porque as fotos são sempre a troco de dinheiro e também é preciso algum cuidado com os macacos porque podem sacar uma ou outra carteira. Para terminar este primeiro dia nada melhor do que desfrutar do pôr do sol ao sabor de um quente mas refrescante chá de menta na esplanada do Café de France. O Jantar foi nas "tasquinhas" que aparecem na praça com o cair da noite, uma verdadeira aventura gastronómica!

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E termina aqui esta primeira parte da aventura marroquina. A segunda parte também já está disponível e já pode ser lida aqui.

Bons passeios!

 

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