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À descoberta de Lanzarote...

por Os bloggers, em 24.01.18

As apresentações de Lanzarote estão feitas... Já têm bilhete de avião?

Tal como prometido hoje vamos desvendar alguns dos locais mágicos que conhecemos em Lanzarote.

Durante a estadia na ilha dividimos as visitas em dois dias.

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No primeiro dia de passeio visitámos:

 

- Parque Nacional de Timanfaya:

Trata-se de um valioso parque vulcânico. Timanfaya é a cratera mais elevada, dando nome ao Parque Nacional, criado em 1974 e que ocupa uma área de cerca 51 km quadrados a Sudoeste da ilha. As últimas erupções ocorreram em 1824. Ainda existe atividade vulcânica, a 13 metros de profundidade a temperatura varia entre os 100ºC e os 600ºC. Durante a visita ao Parque, que é obrigatoriamente em autocarros do próprio parque, é impossível não ficar maravilhado e atónito com a paisagem vulcânica muito peculiar, cada montinho corresponde a um vulcão. É possível testemunhar diferentes experiências geotérmicas, com demonstrações do intenso calor subterrâneo, nomeadamente através de géiseres ou em covas relativamente baixas onde colocam palha e que rapidamente entra em combustão. Para os mais gulosos, no restaurante 'El Diablo' é possível degustar uma refeição competamente cozinhada pelo calor do vulcão.

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- Passeio de Camelo:

Ora aqui está um programa que não tínhamos muito curiosidade em experimentar, mas que acabámos por fazer e que adorámos. O passeio foi de dromedário e não de camelo... Vários dromedários alinhados, a caminhar em fila, na paisagem vulcânica do Parque Nacional Timanfaya. Foi um passeio diferente, que nos permitiu desfrutar da paisagem vulcânica de Lanzarote e interagir com os simpáticos dromedários.

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- Los Hervideros:

É uma zona muito bonita, onde se assiste a um espectáculo natural do mar rompendo efusivamente através de túneis e cavernas vulcânicas. Quando mar está revolto, ao chocar contra as escarpas vulcânicas e ao penetrar nos túneis debaixo dos nossos pés, forma um névoa no ar como se o mar estivesse a ferver. Quando visitámos o mar estava relativamente calmo pelo que não presenciámos este espectáculo da natureza.

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- Lagoa Verde em El Golfo:

Sim, verde, mesmo verde! Em Lanzarote há uma Lagoa Verde! O verde da lagoa contrasta com o azul do mar e o negro das rochas vulcânicas, produzindo um cenário improvável e de rara beleza. A cor da lagoa deve-se a umas algas específicas que estão à superfície da água e as quais estão adaptadas a água doce e ao enxofre do local.

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- Salinas de Janubio 

São as maiores salinas das Canárias e encontram-se numa lagoa que se formou pelas sucessivas erupções vulcânicas, que acabaram por criar uma barreira ao mar. São consideradas como Local de Interesse Científico pela presença de inúmeras aves migratórias.

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- La Geria:

A região vinícola de La Geria apresenta uma das paisagens mais extraordinárias da Europa. As videiras estão plantadas sobre terreno vulcânico, protegidas por muros feito de pedras, em formato arredondado, produzindo uma bonita e original paisagem.

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Por hoje é tudo, mas ainda há metade da Ilha de Lanzarote por explorar, por isso não percam o próximo post.

A segunda parte desta aventura já está online e podem vê-la aqui.

 

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publicado às 10:00

Visita à Casa de José Saramago

por Os bloggers, em 16.11.17

Hoje, 16 de Novembro, a data de aniversário do "nosso" Nobel da Literatura José Saramago, recordamos o dia em que visitámos "A Casa", forma como é conhecida a casa que foi o refúgio de Saramago desde 1993 até à sua morte, em Tías na ilha de Lanzarote.

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Terá sido em Maio de 1991 que Saramago e Pilar se deslocaram a Tenerife para uma conferência, aproveitando a viagem, foram até Lanzarote para visitar os cunhados de Pilar e terá sido nessa ocasião que Saramago se deslumbrou com a paisagem da ilha. Nesse momento, Saramago e Pilar decidiram fixar a residência naquele local construindo a Casa e mais tarde a biblioteca.

"A Casa" de Saramago abriu ao público 9 meses após a sua morte, obedecendo à lógica poética do romance da sua autoria "O Ano da Morte de Ricardo Reis", onde a personagem Ricardo Reis tem uma conversa com Fernando Pessoa, que está morto, e lhe explica que são precisos nove meses para que os vivos se esqueçam dos mortos.

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A visita é feita com o auxílio do áudio-guia que, pelos textos criados por Pilar, nos relata pormenores da vida profissional e pessoal de Saramago, à medida que vamos avançando pelas divisões da casa.

 

A Sala

Antes de entrarmos na sala, passamos pelo hall de entrada onde, entre muitos objectos e pinturas, é possível ver um relógio que está parado nas 16h, hora em que Saramago conheceu Pilar.

A sala era lugar de descanso, com uma janela com vista para o mar que rodeia a ilha, que para Saramago e recordando palavras de César Manrique, era "a melhor obra". As paredes são revestidas com quadros relacionados com as suas obras.

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O Escritório

Foi sobre a mesa de pinho que ainda hoje lá está que escreveu as obras "Ensaio sobre a cegueira" e "Os Cadernos de Lanzarote". Em frente à secretária num móvel de madeira mexicana, estão retratos dos seus avós, pais, da sua filha, dos netos e da esposa. Na parede está uma cópia do Prémio Nobel.

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O Quarto

Foi aqui que no dia 18 de Junho de 2010, após tomar o pequenos almoço e ter voltado para a cama para descansar mais um pouco, acabou por descansar para sempre, com a mesma simplicidade que pautou a sua vida.

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A Cozinha

Para Saramago, a cozinha era um local de convívio, por vezes trabalho, tertúlias prolongadas, um local onde gostava de receber os seus amigos. Nesta cozinha passaram algumas figuras muito conhecidas como Mário Soares, José Luis Rodríguez Zapatero, Bernardo Bertolucci, Susan Sontag, Juan Goytisolo, Carlos Fuentes, Álvaro Siza Vieira, Ángeles Mastretta, Pedro Almodóvar, entre outros.

Podemos admirar peças que Saramago foi adquirindo nas suas viagens pelo mundo e como Saramago faria, somos convidados a beber um saboroso café português, que bem que nos soube!

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O Jardim

O jardim pode-se dizer que deu alguma luta, o solo necessitou de algum trabalho e foi preciso transportar terra para aquela zona para que Saramago pudesse dar início ao seu Jardim. Começou pelas palmeiras porque são nativas, pinheiros canários, uma romãzeira de Granada e dois marmeleiros. Depois continuou com um Olmo, uma sobreira cuja semente Saramago levou de Portugal, duas oliveiras portuguesas e duas oliveiras andaluzas. Era aqui que se costumava sentar e "gostava de sentir o vento, saber-se vivo, olhar o mar, pensar que o mundo pode ter remédio, que a humanidade que trazemos em nós deve prevalecer sobre a maldade".

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A Sala de Reuniões

Foi pensada inicialmente para as reuniões da direcção da Fundação José Saramago, no entanto, a Fundação tem a sua sede em Portugal. Acabou por servir mais de sala de refeições quando os encontros se prolongavam ou de sala de conferências.

Nas paredes da sala é possível admirar algumas obras de arte como uma gravura do Prémio Nobel de Literatura Gao Xingjian, um desenho de Alberti ou uma paisagem da Islândia de Ildefonso Aguilar, país pelo qual Saramago sentia grande afecto.

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A Biblioteca

"Uma casa feita de livros" era a descrição que Saramago fazia da sua casa. Segundo as suas palavras "esta biblioteca não nasceu para guardar livros, mas sim para acolher pessoas" e os livros, há que abri-los com cuidado, porque têm dentro o autor, com toda a sua sensibilidade, com tudo o que o fez ser único e irrepetível.

Aqui, por trás da sua cadeira, está um quadro do pintor checo Jiri Dokoupil, que retrata o casal em desenhos feitos com fumo de vela e tinta amarela. A biblioteca conta um acervo de cerca de 16 mil livros, entre outros objectos e muitas fotografias. 

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A Oliveira

Esta oliveira fez a viagem de avião num pote entre as pernas de Saramago. Não se sabia se ia resistir ao solo árido da ilha mas esta oliveira alentejana provou que se aguentaria e apresenta-se frondosa e verde. Hoje, recebe os visitantes desta fantástica casa museu!

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A Casa está aberta de segunda-feira a sábado das 10h às 14h e os bilhetes custam 8€.

Fizemos a visita no último dia de férias mesmo antes de ir para o aeroporto e adorámos, os textos do áudio-guia transportam-nos para o dia-a-dia de Saramago, como se estivessemos a passar uma manhã na casa de um amigo.

Se puderem, não percam a oportunidade de visitar.

Bons passeios!

 

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publicado às 10:00


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